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Previnindo para não remediar

A atual conturbação econômica do mundo já está batendo na porta dos papeleiros do país. Os refletores estão voltados para essa assustadora realidade e somente os varejistas despreparados não se previnem contra a queda das vendas. Apesar de alguns empresários afirmarem que não serão afetados pelo problema, a maioria está tomando providências para atenuar as consequências. Confira o que alguns lojistas estão fazendo para driblar essa fase de incertezas.

SEM DÍVIDAS
Edegar Porsch
Sócio da Loja Modelar (Canarana/MT)
“A crise que assola o mundo ainda não interferiu no movimento de vendas da minha papelaria. Os produtos não sofreram alteração de preço porque estou trabalhando com artigos de estoque. Acredito que a melhor medida de prevenção é evitar dívidas. ”

OLHO ABERTO
Romildo Andrade de Souza
Sócio da Distak Papelaria (Juquitiba/SP)
“Essa crise não chegou à minha loja e, com certeza, não vai chegar. Até conseguimos baixar os preços dos nossos produtos, graças às compras de saldos e de ponta de estoque e, também, por meio de pagamentos à vista. Além disso, nós implantamos um cartão de crédito próprio, sem custo para o cliente, que possibilita o parcelamento das compras em inúmeras vezes. Outra medida que tomamos foi aumentar a quantidade das mercadorias campeãs de vendas em 2008. Apesar da alta do dólar, nós diversificamos os produtos importados.”

ESTOQUE ZERO
Wellington Luiz de Castro Silva
Proprietário da Papelaria Nova Ícone (Aparecida/SP)
“O meu negócio não foi afetado pela instabilidade da economia mundial e, para evitar que seja, eu não trabalho com estoque. Tenho a cautela de não realizar compras em grande quantidade. Além disso, pesquiso artigos de qualidade e com menor preço e compro o máximo de mercadorias à vista para conseguir descontos e repassá-los ao cliente. Mas, dos itens que chegam dos fornecedores com novos valores, eu não tenho como manter o mesmo preço.”

EQUIPE REDUZIDA
André Bruzadin
Gerente da Duli (São José do Rio Preto/SP)
“Eu estou sentindo os reflexos da crise em meu estabelecimento comercial, sim. E, a fim de que a situação não piore, evitei comprar produtos que tiveram seus preços elevados e não contratei novos funcionários, como fiz nos anos anteriores. Além disso, a variação do dólar fez com que eu reduzisse a compra de produtos importados, mas o aumento de preço de alguns itens no PDV foi inevitável.”

MAIS CAUTELA
josé Castro
Sócio da Redepel Mascote (São Paulo/SP)
“A atual situação econômica está atingindo a minha loja muito levemente. A precaução que estamos tendo é de não exagerarmos nas compras. Sem dúvidas, houve a redução de produtos importados e o reajuste de preços devido à valorização do dólar.”

VENDAS RUINS
Lussana Soares de Souza
Diretora da Livraria Editora Acadêmica (Porto Alegre/RS)
“Infelizmente, a crise já chegou à minha loja, provocando a redução das vendas em 10%. E, para evitar ainda mais prejuízos, não estamos alterando os preços e, também, facilitamos o pagamento ao cliente com o aumento do número de parcelas no cartão e no cheque. Além disso, não compramos produtos importados depois da alta do dólar. Decidimos vender, apenas, o que já tínhamos em estoque.”

SEM CRISE
Antonio Carlos Batista
Diretor da Globo’s Papelaria (São José dos Campos/SP)
“A palavra ‘crise’ não faz parte do nosso vocabulário. Mas, obviamente, visualizamos uma retração do mercado. Percebemos a cautela dos clientes, que não se cansam de pedir descontos. Nossa papelaria atua fortemente no mercado corporativo e já sentimos os cortes e o aumento da concorrência. Infelizmente, não há mágica para evitar prejuízos. Parece um contrassenso, mas estamos investindo em propagandas, em linhas mais baratas de produtos, além de realizarmos promoções e darmos descontos. Nós mantemos os treinamentos e as motivações diárias da equipe de vendas e nos preocupamos, também, com a demonstração dos artigos no PDV. Nós não fomos muito afetados pelos reajustes de preços, porque começamos a nos preparar para o período de volta às aulas cedo, o que nos permitiu boas compras. Já no atendimento ao mercado corporativo, mesmo com um bom estoque, sofremos um pouco com alguns itens, principalmente os da linha de informática. Ainda assim, posso afirmar que não houve reduções consideráveis na compra de produtos importados por enquanto.”

Diário do Treinamento - Gerando Demanda pelo Conhecimento

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