A responsabilidade social é uma nova maneira de se fazer negócios, onde os resultados financeiros são tão importantes quanto os sociais e os ambientais. Para incorporá-la à gestão da empresa, é necessário repensar todos os processos e práticas. Parece complexo, não? Mas nem tanto. Felizmente, é crescente o número de companhias que incorporam a RS em seus planejamentos, sendo que alguns varejistas fazem isso de maneira quase intuitiva.
Almeri e Arlene Bolonhezi são exemplo disso. As irmãs sempre acreditaram na máxima de que fazer o bem faz bem e, por isso, após 12 anos no comando de um escritório de comunicação, elas trocaram a profissão por um projeto que elevasse não apenas o padrão de qualidade de vida, mas que também deixasse, de alguma forma, uma contribuição ao planeta. “Abandonamos nossas carreiras de origem e pagamos um preço bem alto por isso, pois financeiramente foi bastante complicado. Mas a gente ama o que faz e, hoje, encontramos estabilidade”, confidencia Almeri.
Assim, em 2001, as sócias entraram de corpo e alma no Núcleo Arte e Papel (São Paulo/ SP), cujos negócios seriam pautados pelo tripé composto por produtos ecologicamente corretos ou de baixo impacto ambiental.
Já Marcos Nisti e Ricardo Pedroso criaram, em 2002, o Projeto Terra (São Paulo/SP). E assim, a dupla passou a pesquisar produtos brasileiros com origem social e ecológica que levassem em conta a qualidade, a infra-estrutura dos fornecedores e suas necessidades, para vender em uma loja especializada. “O projeto trabalha o conceito solidário, apoiando e dando oportunidade para que grupos como ONGs, entidades filantrópicas, artesãos, comunidades carentes ou indústrias, que trabalham com matérias-primas de origem ecológica, tenham acesso ao mercado”, explica Ricardo.
Para o nicho de papelaria, as lojas vendem produtos em papel reciclado como envelopes, papéis de carta e blocos de anotações. “O retorno é maravilhoso. Primeiro, pela visibilidade que essas pessoas conseguem através dessa oportunidade. Muitos dos grupos que trabalham com a gente nesses seis anos começaram com três pessoas e hoje têm mais de 40 e exportam até para fora do país”, observa Ricardo.
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